Motor elétrico azul em bancada de teste, ligado a um cabo branco por um conector elétrico estanque

Conexão elétrica raramente entra na pauta de uma revisão de projeto. Entra depois, pela ordem de serviço: a luminária apagada do pátio, o sensor que “às vezes” perde o sinal, o motor que desarma depois da lavagem. A apresentação que a Techno do Brasil levou ao Mundo SENAI de Marechal Cândido Rondon (PR), em 6 de novembro de 2026, conduzida pelo proprietário, Mário Adinolfi, fez o caminho inverso. Tratou a conexão como componente de engenharia, com ambiente, cabo, material, vedação e método de instalação definidos antes da compra. O título da primeira tela, “Aplicações Complicadas e Hostis”, e a frase que vem logo depois, “altamente especializados contra poeira e água”, delimitam bem o recorte.

Na minha avaliação, é esse enfoque, mais do que qualquer item do catálogo, o diferencial da empresa. Esta página é o guia da série: apresenta a Techno do Brasil, as tecnologias que ela aplica, o método que propõe e os cases, e explica, com argumentos de confiabilidade, por que essa forma de tratar a ligação elétrica faz diferença na produção.

Quem é a Techno do Brasil

A Techno é uma fabricante italiana de conectores elétricos. Os slides trazem no rodapé a marca da matriz, Techno Srl, e o selo “Made in Italy”. A Techno do Brasil é a operação brasileira, com sede em Curitiba (PR) e site próprio; o site italiano aparece indicado no cabeçalho do site brasileiro. Segundo o catálogo geral (edição CATGENIT102024), a empresa acumula mais de 30 anos de experiência em injeção de plástico.

O foco é estreito e bem definido: ligações elétricas que precisam sobreviver a água, umidade, produtos químicos, pressão, calor e variação de temperatura. O catálogo organiza os produtos por função (emendar, desconectar, entrar em painel, distribuir, vedar a passagem do cabo), e não por setor. Para quem especifica, isso ajuda: a pergunta deixa de ser “o que se usa em frigorífico?” e passa a ser “que tipo de interrupção de cabo eu tenho aqui?”.

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A apresentação de Mário Adinolfi no Mundo SENAI

O Mundo SENAI 2026 na unidade de Marechal Cândido Rondon recebeu cerca de 350 alunos nos dias 5 e 6 de novembro. Na programação do dia 6, das 8h às 12h, estava o Curso de Homologação de Instalações Techno do Brasil, ministrado por Mário Adinolfi para 30 alunos do SEED: o terceiro ano (T3) do Técnico em Mecatrônica e o primeiro ano (T1) do Técnico em Eletrotécnica. A presença da Techno no evento foi organizada pela equipe da Eletro Painel, distribuidora de materiais elétricos de baixa e média tensão que também fabrica painéis sob medida e tem unidades em Maringá, Cuiabá, Curitiba e Cascavel.

O material de apoio foi a apresentação “Aplicações Complicadas e Hostis”, com 72 slides. A sequência é bem pensada: começa pelos graus de proteção, passa pelos materiais e seus ensaios, mostra a vedação co-moldada e a barreira anticondensação xDRY, apresenta as soluções sob medida, ensina um método de instalação em três etapas e termina com mais de quarenta slides de aplicações reais, quase todos com fotos de campo. O último slide é um “Muito obrigado”, assinado por Mario Adinolfi.

O público não é detalhe. Boa parte das falhas de conexão nasce na instalação: cabo fora da faixa de diâmetro do prensa-cabo, vedação mal assentada, emenda feita com pressa. Levar o critério de especificação para a formação técnica é atacar a causa onde ela começa, com quem vai montar e manter essas ligações.

As tecnologias por dentro de um conector estanque

Um conector para ambiente hostil é um pequeno sistema: corpo, contatos, vedação, passagem do cabo e, em alguns casos, uma barreira contra a umidade que nasce dentro dele. A apresentação percorre cada camada.

Graus de proteção IP66, IP68, IP69K e resistência a impacto IK

O código IP (norma IEC 60529) diz contra o que o invólucro foi ensaiado. A Techno apresenta três níveis: IP66, contra jatos potentes de água; IP68, para submersão permanente; e IP69, contra água em alta pressão e alta temperatura, com 80 a 100 bar e 80 °C, a condição típica da lavagem industrial. A capa da apresentação traz os selos IP69K, IP68 e IP66 e um quarto selo, “Resin-gel free”: a vedação é feita sem resina nem gel. Para impacto, o material cita IK08 e, no máximo, IK10, que corresponde a 20 joules (uma massa de 5 kg), conforme a EN 62262. Como ler cada código sem cair em armadilhas é o tema de IP66, IP68 e IP69K: o que significam.

Materiais: nylon com fibra de vidro e uma bateria de ensaios

“A escolha dos materiais certos é fundamental para a vida das conexões”, diz um dos slides. O corpo é de PA66 GF, poliamida 66 com 30% de fibra de vidro, classificada UL94 V2/V0. A fibra dá estabilidade de forma e resistência ao uso, e a faixa de operação informada é de −40 °C a +125 °C. As borrachas foram escolhidas pela resistência a UV e ao envelhecimento. A apresentação lista os ensaios que sustentam essas escolhas:

AgressorEnsaio ou classificação citadaO que isso significa na prática
Ozônio e intempérieEnvelhecimento em ar com ozônio (ISO 1431-1)Borracha que não resseca nem trinca com o tempo
Ambiente salinoNévoa salina, EN 60068-2-11:2000Uso em áreas litorâneas e com respingo corrosivo
SolUV conforme EN 60079-0, 1.000 horas; material f1 (UL 746C)f1 indica plástico aprovado para uso externo: UV, imersão em água e variação térmica
FogoGlow-wire 850 °C / 960 °C; classe 5VA (UL 94)5VA é a classe mais exigente da UL 94 para invólucros plásticos
ImpactoIK08, até IK10 (EN 62262)Corpo que aguenta pancada de ferramenta e de manuseio
Água prolongadaNEMA Type 6 e 6PSubmersão temporária (6) e prolongada, com ambiente corrosivo (6P)

Há ainda três “livres de” que dizem muito sobre o uso pretendido: livre de halogênio (conforme REACH e RoHS), sem enxofre, para compatibilidade com LED, e livre de silicone. Um slide traz também uma tabela de resistência química com substâncias como amônia, cloreto de cálcio, gasolina, fertilizantes, óleos lubrificantes, petróleo, fosfatos e água do mar, marcadas como resistentes, e álcool metílico e cloro, marcados como de resistência parcial. Para quem trabalha com agroindústria, saneamento ou frigoríficos, essa tabela vale mais do que qualquer adjetivo.

Vedação co-moldada

Na vedação co-moldada, plástico e borracha são injetados juntos e ficam unidos por aderência químico-mecânica. Segundo a Techno, isso traz instalação rápida, com poucos componentes, menos erros de montagem, graças às juntas anti-vazamento, e mais confiabilidade. Numa análise de modos de falha de projeto (DFMEA), o ganho fica claro: cada anel solto é uma interface a mais e uma etapa de montagem a mais, cada uma com sua chance de ocorrência (anel esquecido, invertido, mordido ou apertado demais). Integrar a vedação ao corpo elimina essa interface. É poka-yoke na origem: em vez de treinar a pessoa para não errar, o projeto retira a oportunidade do erro. O prensa-cabo da linha TEEGLAND® é um exemplo dessa construção.

Prensa-cabo co-moldado preto com anel de vedação verde-água integrado ao corpo, sobre fundo branco
Prensa-cabo co-moldado da linha TEEGLAND®. Imagem: material da Techno do Brasil.

xDRY: a barreira contra a água que nasce por dentro

Nem toda água entra pela vedação. Um invólucro vedado que aquece e esfria “respira”: pela lei dos gases, a pressão interna varia na proporção da temperatura absoluta. Esfriar de 60 °C para 20 °C reduz a pressão interna em cerca de 12%, algo como 0,12 bar, o equivalente a uma coluna de 1,2 m de água. Essa sucção puxa ar úmido, ou água, por qualquer microcaminho, e a umidade condensa lá dentro a cada ciclo. O ensaio IP, curto e feito com o conjunto em temperatura estável, não reproduz esse mecanismo. A apresentação mostra a comparação em duas imagens: no conector padrão, “água dentro do dispositivo”; no conector com xDRY®, a barreira anticondensação entre o conector e o equipamento interrompe o caminho da umidade. A Techno lista três benefícios: proteger o sistema em condições críticas de uso, barrar sujeira e água e reduzir os custos de falha. Os slides trazem os selos “Stop condensa” e “Testati 100%”, que a empresa usa para indicar que as peças são testadas uma a uma, e o catálogo descreve a tecnologia como patenteada e apresenta uma redução de 90% nas infiltrações. A física por trás do problema, e por que ele gera as falhas intermitentes mais difíceis de diagnosticar, está em Condensação e infiltração de água em conexões.

Emendas, desconectáveis e conexões de painel

A família TEE, apresentada como “conectores elétricos de alto desempenho (IP66/IP68/IP69K)”, se divide em três usos:

O catálogo também descreve versões pré-cabeadas, em que cabo e conector saem de fábrica como peça única injetada, com cabos de 0,5 a 5 m e testes elétricos e mecânicos feitos na origem. A emenda deixa de ser feita no campo, sob chuva ou com pressa, e passa a ser feita em ambiente controlado.

Soluções sob medida e sistemas completos

Um slide resume a virada de postura: “Não só conexão… soluções custom”. A combinação TEEPLUG® com TEEBOX® forma sistemas para baixa tensão em corrente alternada e contínua, com caixas e distribuidores que protegem eletrônica embarcada. A apresentação mostra uma Micro Box, uma “plataforma aberta” de caixas e derivações, soluções premium IP66 a IP69 de ponta a ponta e um exemplo de iluminação em corrente contínua montada com distribuidores em T, caixa de 5 vias e extensões de 5 e 10 m. O catálogo cita ainda desenvolvimento sob medida, impressão 3D e um laboratório de inovação. A lógica de trabalho aparece num slide simples: projeto, problema, pensamento, solução, cliente.

Caixa de derivação aberta com placa eletrônica verde, cabos saindo por prensa-cabos e a tampa preta ao lado
Caixa de derivação com eletrônica, da linha TEEBOX®, usada em telemetria. Imagem: material da Techno do Brasil.

O método de três etapas: ambiente, cabo e pontos fracos

Do ponto de vista de engenharia, esta é a parte mais consistente do material. A Techno se apresenta como parceira de projeto (“Professional Connectivity”: escolha do cabo, layout, aplicação e validação) e propõe um método de instalação correta e duradoura:

  1. Analisar o ambiente externo: umidade, água, química, pressão, calor, variação de temperatura e condensação.
  2. Escolher e harmonizar os cabos: diâmetro externo, número de polos, seção de cada polo e especificação técnica do cabo, porque a vedação só funciona se o cabo combina com o conector.
  3. Eliminar todos os pontos fracos: fazer a planta do circuito, medir as distâncias entre componentes, identificar e quantificar cada interrupção de cabo, classificar o tipo (emenda reta, derivação em T, Y, H ou múltipla), evidenciar as mudanças de bitola e as distâncias entre interrupções. O slide é direto: isso “não pode faltar no detalhamento do seu projeto elétrico”.

A terceira etapa tem fundamento matemático. Num circuito, as interrupções de cabo funcionam como elementos em série: basta uma falhar para o circuito parar, e a confiabilidade do conjunto é o produto das confiabilidades individuais. Vinte conexões com 99% de confiabilidade anual cada resultam em 0,9920 ≈ 0,82, ou seja, cerca de 18% de chance de pelo menos uma falha no ano. Só há duas alavancas: reduzir o número de interrupções e elevar a confiabilidade de cada uma. Contar e classificar as interrupções na planta é o que torna as duas visíveis.

A apresentação também fala de cabos e eletrodutos. O cabo de EPR (borracha de etileno-propileno) tem boa flexibilidade e excelente desempenho em água e locais úmidos, indicado para redes subterrâneas, áreas molhadas e painéis com curvas apertadas. O PU à base de poliéter (TPU) é imune à hidrólise e resiste a água doce e salgada, esgoto, fungos e ataque microbiano, além de óleos minerais, graxas, solventes e ácidos e bases fracos. Para eletrodutos, o material sugere PVC amarelo corrugado em paredes, PVC laranja em lajes e pisos e PEAD preto, com proteção UV, em áreas externas. Os slides indicam ainda um vídeo sobre cabos. O passo a passo completo, transformado em checklist, está em Como escolher conectores elétricos industriais.

Os cases em visão geral

Mais da metade da apresentação é feita de aplicações reais, a maioria com o selo “Aprovado pelo Cliente”. Juntas, elas desenham um mapa de onde a conexão sofre:

Setor ou aplicaçãoNecessidadeSolução apresentada
Iluminação de quadra de futebolInstalação subterrânea e submersa, com caixa de passagem que enche de água na chuvaConector THB.402, com inspeção 4 anos depois
Indústria de massasMotor em máquina com 85 °C contínuos e 90% de umidadeTHB.387.A4A, com inspeção após 8 meses
FrigoríficoBalanças de 2 e 4 células e equipamentos sob lavagemTHB.389 com THH.629 nas balanças; THB.405.S5A nos equipamentos
SaneamentoTelemetria de dutos de água e esgoto, sondas de pureza e sensores de pHCaixa 210 garantindo IP68 da placa eletrônica, conectores 381 e 387, sonda com THB.387.N4A xDRY
Papel e celuloseSensores de alinhamento, mesa plana, iluminação e torre de segurançaTHB.391.A4A na mesa plana, com fotos de 2017 e 2018; THW.400.5 na iluminação
Distribuição de gás e instrumentaçãoTransmissores em campoTHB.381, inclusive com prensa-cabo
Indústria de arroz e máquinasMotores em ambiente com grãos e poeiraFamília THB.387
Iluminação pública e industrialRede subterrânea em Curitiba; iluminação externa de um fabricante de máquinas agrícolasTHB.370 em Curitiba; THB.391.R4A.L com xDRY
Segurança de máquinasChaves de travamento de proteçãoTHB.405.A8A com THB.405.B8A
Painéis de máquinasSubstituir conectores retangulares multipolaresConectores circulares para cabos de 3, 8 e 12 vias
Conector elétrico estanque aberto, com fios brancos e verdes expostos, dentro de uma caixa de passagem com terra, na inspeção feita quatro anos após a instalação
Inspeção da iluminação da quadra, quatro anos após a instalação. Imagem: material da Techno do Brasil.

O case da quadra é o de maior valor técnico. A apresentação mostra a foto do dia da instalação e a foto da inspeção, quatro anos depois. No relato do instalador, a caixa de passagem fica cheia de água em dias de chuva e, ao abrir o conector depois desses quatro anos, não havia vestígio de água dentro. O que dá peso ao relato é a condição: submersão repetida, ciclo térmico de dia e noite e envelhecimento real, exatamente o que um ensaio de tipo não cobre. E a inspeção foi feita por escolha, não por pane, o que é raro em ligação enterrada. Cada um desses cases está contado em detalhe, com cenário, necessidade e solução, em Cases de conexões elétricas em ambientes hostis.

O que vem pela frente: IoT e padrão Zhaga

Os últimos slides olham para frente. A IoT Family (TEEIOT) é apresentada como um “ecossistema de conectividade”, com itens como TH400 IOTH, TH209 IOTH, TH625 IOTH, TH210 IOTHKit e IOTHBox, organizados em três níveis de funcionalidade e três níveis de complexidade. A outra frente é a evolução da família TEE com foco no padrão Zhaga, que define interfaces comuns para luminárias e módulos de iluminação, incluindo encaixes para sensores e controle. Os novos itens citados (Sensor Kit, DC Distributor Kit, TEEGLAND IOTH, TEETUBE IOTH) trabalham com IP66 a IP68, até 400 VAC e 60 VDC, para aplicações de iluminação e IoT.

A leitura que faço é simples: quando a luminária vira ponto de coleta de dados, a conexão deixa de levar só energia e passa a levar informação. Um sensor que falha por umidade não apaga uma lâmpada; ele entrega um dado errado para quem decide. Para entender a arquitetura dessas redes, veja IoT industrial (IIoT): o que é, arquitetura e casos.

Por que a abordagem é um diferencial: uma avaliação de engenharia

Conectores estanques com IP68 existem em muitos catálogos. O que distingue o material da Techno é outra coisa, e vale separar os argumentos.

A ligação é tratada como sistema, não como item. O método segue a cadeia física da falha: ambiente, cabo, interrupções, conexão e validação. Um conector excelente montado num cabo fora da faixa de diâmetro não veda; a borracha comprimida de menos deixa passagem, e comprimida demais sofre deformação permanente (o chamado compression set) e afrouxa com o tempo e a temperatura. Especificar o par cabo-conector, e não a peça isolada, é o que fecha essa lacuna.

O projeto reduz interfaces e erro humano. A vedação co-moldada e os cabos pré-moldados de fábrica tiram etapas de montagem do campo. Pela regra prática 1-10-100, prevenir no projeto custa uma fração de corrigir na instalação e uma fração menor ainda de falhar em operação. É o que a TPM chama de prevenção de manutenção, ou gestão inicial de equipamentos: confiabilidade decidida antes da compra.

Cobre o modo de falha que o IP não cobre. O código IP é um ensaio de tipo, curto, com o conjunto novo e bem montado. A condensação por ciclo térmico fica fora dele, e é ela que gera as falhas intermitentes mais caras de diagnosticar. Ter uma resposta específica para esse mecanismo, o xDRY, mostra que o problema foi estudado pelo lado da física, não só do ensaio.

O material é qualificado para o tempo. Ozônio, névoa salina, UV por 1.000 horas, fogo, impacto e a tabela química respondem ao envelhecimento que o IP ignora. Somados ao micromovimento dos contatos sob vibração, que provoca corrosão por atrito (fretting), elevação da resistência de contato e aquecimento localizado, esses agressores definem a vida real da ligação.

Melhora a mantenabilidade por projeto. O plugue e soquete deixa trocar um motor ou sensor sem refazer emenda, o que reduz o MTTR (tempo médio de reparo) de forma estrutural, não por esforço da equipe.

Pela lente do Lean, a conexão que falha gera as perdas clássicas: espera (máquina parada), defeito (leitura instável, refugo), movimentação (o técnico indo até a caixa enterrada) e retrabalho (a mesma emenda refeita no ano). As decisões acima puxam a qualidade para a origem, o princípio do jidoka aplicado a um componente de poucos centímetros. Na TPM, isso significa menos quebra repetida e inspeção mais simples; nos indicadores, MTBF e MTTR melhores. Isso é um diferencial porque desloca a confiabilidade da habilidade de quem monta para a qualidade do projeto, que é onde ela se sustenta.

Mapa da série: os 8 artigos

EtapaArtigoO que você encontra
Entender o problemaConexões elétricas industriais e produtividadePor que a interrupção do cabo é o ponto fraco do circuito e como isso chega à produção
Condensação e infiltração de água em conexõesA água que nasce dentro do conector e a tecnologia xDRY
Escolher e especificarComo escolher conectores elétricos industriaisO método de três etapas transformado em checklist
IP66, IP68 e IP69K: o que significamComo ler os graus de proteção IP e IK
Operar e melhorarConexões industriais e TPM: confiabilidadeOnde a conexão entra na manutenção autônoma e planejada
Lean e desperdícios na escolha de componentesOs desperdícios que começam na especificação
Ver e decidirCases de conexões elétricas em ambientes hostisAs aplicações reais, setor por setor
Custo total das conexões industriais (TCO)Como comparar opções pelo custo total, e não pelo preço

Para ver os produtos por categoria, o site da Techno do Brasil separa emendas, desconectáveis, conexões para painéis e prensa-cabos. A empresa também publica conteúdo no Instagram, no LinkedIn e no YouTube.

Se eu tivesse que deixar uma única pergunta para quem leu até aqui, seria esta: na sua planta, alguém sabe quantas interrupções de cabo existem na linha mais crítica? A resposta costuma dizer mais sobre a confiabilidade da operação do que qualquer relatório.

Perguntas frequentes

O que a Techno do Brasil fabrica?

Conectores elétricos estanques para ambientes severos: emendas e derivações, plugues e soquetes, conexões para painéis, caixas e distribuidores e prensa-cabos. A empresa é a operação brasileira da italiana Techno e tem sede em Curitiba (PR).

O que é a vedação co-moldada?

É a vedação em que plástico e borracha são injetados juntos e ficam unidos por aderência químico-mecânica. Segundo a Techno, isso reduz o número de componentes, acelera a instalação e diminui os erros de montagem.

Para que serve a tecnologia xDRY?

É uma barreira anticondensação entre o conector e o equipamento, criada para impedir que a umidade formada pela variação de temperatura chegue ao interior do dispositivo. É indicada para aplicações com aquecimento e resfriamento frequentes, lavagem e instalação externa.

Em que setores os conectores da Techno aparecem nos cases?

A apresentação mostra aplicações em iluminação pública e esportiva, saneamento, papel e celulose, frigoríficos, indústria de massas e de arroz, distribuição de gás, instrumentação, segurança de máquinas e painéis de máquinas.

Por onde começar a ler a série?

Se a dor é falha por umidade, comece pela condensação. Se você precisa especificar, vá ao checklist de escolha e aos graus de proteção. Para justificar uma decisão, leia os cases e o artigo sobre custo total.

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Fontes

  1. Techno. Aplicações Complicadas e Hostis (apresentação técnica, 72 slides), apresentada por Mário Adinolfi em 06/11/2026 no Curso de Homologação de Instalações Techno do Brasil, Mundo SENAI, Marechal Cândido Rondon (PR).
  2. Techno. Catálogo Geral (CATGENIT102024), versão em português.
  3. Techno do Brasil: site oficial.
  4. Relato do instalador sobre a inspeção após 4 anos (Instagram).
  5. Vídeo sobre cabos indicado na apresentação (YouTube).
  6. Eletro Painel: site oficial.
  7. IEC 60529: Degrees of protection provided by enclosures (IP Code).
  8. EN 62262: Degrees of protection provided by enclosures against external mechanical impacts (IK code).
  9. UL 94 e UL 746C: inflamabilidade e uso externo de materiais poliméricos.

Guarde este endereço: o Manufatura Enxuta é a sua escola de manufatura enxuta. Volte sempre que precisar estudar, com artigo completo, mapa visual e fontes confiáveis. Siga uma das trilhas de estudo ou consulte o glossário A–Z.

Aprofunde a tecnologia na fonte

Esta série explica a tecnologia por trás das conexões e o efeito dela sobre o desperdício. Para os dados técnicos de cada item, consulte o catálogo e as fichas no site oficial da Techno do Brasil.

Ver o site oficial
Foto de Vagner Soares

Sobre o autor

Vagner Soares

Especialista em Lean Manufacturing e Gestão Comportamental

Mais de 20 anos de indústria automotiva e metalmecânica (GM e Dana), especialista em Lean Manufacturing desde 2006. Instrutor e mentor do SENAI no programa Brasil Mais Produtivo, com consultorias, treinamentos e auditorias em mais de 50 empresas, unindo qualidade, produtividade e desenvolvimento de pessoas.