
O que são FPY e RTY
FPY (first pass yield, rendimento de primeira passagem) é o percentual de peças aprovadas na primeira vez em uma etapa, sem retrabalho nem refugo. RTY (rolled throughput yield) é o rendimento acumulado de todas as etapas em série: a probabilidade de uma peça atravessar o fluxo inteiro sem retrabalho.
Mapa visual de FPY e RTY
O mapa traz as fórmulas, o cálculo e o funil de peças.

Fórmulas
FPY = peças boas na primeira vez ÷ peças que entraram
RTY = FPY1 × FPY2 × FPY3 × ...
Exemplo: três etapas
| Etapa | FPY | Peças que seguem sem retrabalho |
|---|---|---|
| Entrada | 1.000 | |
| Etapa 1 | 95% | 950 |
| Etapa 2 | 98% | 931 |
| Etapa 3 | 90% | 838 |
RTY = 0,95 × 0,98 × 0,90 ≈ 83,8%. De cada 1.000 peças, só cerca de 838 atravessam o processo sem nenhum retrabalho.
A fábrica oculta
Se o retrabalho recupera as peças, o rendimento final pode chegar perto de 100% e o problema some dos relatórios. Mas o retrabalho consome tempo, mão de obra, capacidade e material: é uma "fábrica oculta" trabalhando dentro da fábrica. O RTY revela esse custo, que entra no custo da qualidade.
Como melhorar
- Ataque primeiro a etapa de menor FPY (no exemplo, a etapa 3, com 90%).
- Use Pareto nos defeitos dessa etapa.
- Aplique poka-yoke e trabalho padronizado.
- Registre todo retrabalho, mesmo o pequeno.
Erros comuns
- Olhar só o rendimento final.
- Não registrar retrabalho.
- Não medir por etapa.
- Confundir volume produzido com qualidade.
Perguntas frequentes
O que é FPY?
É o percentual de peças aprovadas na primeira vez em uma etapa, sem retrabalho.
O que é RTY?
É o produto dos FPYs de todas as etapas: o rendimento acumulado do processo.
Qual o RTY do exemplo?
0,95 × 0,98 × 0,90 ≈ 83,8%.
O que é fábrica oculta?
É o retrabalho que consome recursos mas não aparece no rendimento final.
Por que o RTY é menor que cada FPY?
Porque as perdas de cada etapa se multiplicam ao longo do fluxo.
Fontes
- GEORGE, M. L. et al. The Lean Six Sigma Pocket Toolbook. New York: McGraw-Hill.
- PYZDEK, T.; KELLER, P. The Six Sigma Handbook. New York: McGraw-Hill.
- WERKEMA, C. Lean Seis Sigma: introdução às ferramentas do Lean Manufacturing. Rio de Janeiro: Elsevier.
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