O Grande Desastre do Fim de Ano: Por Que Dezembro Não É Tão Especial Assim
A Loucura Anual que Todos Ignoram!
Venha e descubra a verdade por trás do calendário!
Aqui estamos nós, mais uma vez, mergulhados na loucura do fim de ano! Essa época mágica em que até as pessoas mais racionais se convencem de que a virada de 31 de dezembro para 1º de janeiro realmente faz alguma diferença. Mas, vamos lá, o que há de tão incrível nessa mudança de dígitos? A verdade é que o que deveria ser um momento de celebração se transforma numa corrida desesperada para terminar projetos insignificantes!
Você já viu o filme: o frenesi para finalizar tudo o que não conseguiu até junho, as reuniões de revisão de ano que parecem mais um fardo e o planejamento orçamentário que consome horas e horas, só para chutar o que pode ou não acontecer. E, claro, aquelas promessas de Ano Novo que desaparecem antes do Carnaval! Tudo isso cravado em um calendário que não tem mais valor do que o Dia da Árvore.
É hora de acordar e ver que essa tradição anual é uma armadilha! E é isso que eu tenho batido na tecla há mais de quinze anos, e não vou parar por aqui.
A Grande Pergunta Que Ninguém Se Atreve a Responder
O que há de tão especial em 31 de dezembro virando 1º de janeiro?
Sério, alguém consegue me explicar, com a lógica mais apurada, por que essa bendita rotação do calendário deve ser o momento de refletir, planejar e tomar decisões? Os romanos escolheram essa data de forma totalmente aleatória – obrigado, Júlio César e Papa Gregório XIII! Mas aqui estamos em 2025, vivendo como se esses caras tivessem um gênio em gestão empresarial!
A verdade é que eles não tinham! E o mais assustador? Nós, que estamos na área de melhorias contínuas, deveríamos saber disso! Temos “contínuo” no nome, não “anual”. É hora de parar de se deixar levar por essa manada!
O Dia Que Eu Parei com a Loucura
Cerca de quinze anos atrás, eu era o presidente de uma empresa de dispositivos médicos que faturava cerca de 100 milhões. Era uma boa empresa, com pessoas inteligentes, e um desempenho sólido. Mas, adivinha? Também caímos na armadilha do ritual orçamentário anual que consumia nossos recursos e nos entregava resultados questionáveis.
Aí, um dia, fui a uma conferência de Lean Accounting e ouvi uma apresentação que virou meu mundo de cabeça para baixo. Eles questionaram: por que estamos “orçamentando até a parede”, com essa parede sendo 31 de dezembro?
Pararam para pensar: em outubro começávamos a criar orçamentos para o ano seguinte. Gente, isso é uma testada de 14 meses no futuro! Quem, em sã consciência, consegue prever o que irá acontecer em 14 meses?
Ninguém, é claro! Mas lá estávamos nós, gastando milhares de horas, tentando prever cada centavo de despesa. Sabíamos que estava errado mesmo antes de terminar, e lá ia a maldita planilha, já obsoleta assim que saía do forno!
Então, numa viagem de volta daquela conferência, eu e meu CFO trocamos um olhar. E decidimos: “Orçamentos estão cancelados. A partir de agora.” (Sim, as vantagens de uma empresa privada com donos compreensivos!).
O Que Aconteceu Depois?
Você pensou que ia rolar o caos? Pois é, o contrário aconteceu.
Em vez de anos desperdiçados em teatro orçamentário, nossa equipe financeira se tornou parte da operação. Em vez de gerenciar no retrovisor, explicando por que nossas previsões estavam erradas, focamos em identificar oportunidades reais com dados concretos.
Parar de acorrentar decisões a períodos arbitrários nos permitiu fazer o que era melhor no momento. Se uma oportunidade surgisse em março, não precisaríamos esperar o próximo ciclo orçamentário ou nos preocupar com “se está no orçamento”. Avaliávamos com base nos méritos e decidíamos!
Focamos em melhorias contínuas, nos comparando sempre ao período anterior, tentando ser melhores. Não era mais sobre atingir previsões feitas meses atrás por adivinhos!
A libertação foi imediata! Liberamos recursos enormes que estavam presos em gestão de retrospectiva e redirecionamos para entender os custos atuais e as melhorias possíveis. O progresso foi meteórico!
Com o tempo, descobri o kata Toyota, e tudo fez sentido. Era exatamente isso que havíamos decidido fazer. Um processo de melhoria contínua que envolve pequenos experimentos. Não é sobre planos estratégicos anuais! É sobre testes pequenos, aprendizado rápido e ajustes constantes!
Hansei: A Arte da Reflexão Contínua
Hansei, ou reflexão, é poderoso e essencial. Mas precisa ser contínuo, assim como a melhoria!
Descobri que o hansei pode ser feito de várias formas e em nenhum caso deveria estar preso ao calendário.
Hansei diário acontece após experiências e vitórias. O que aprendemos hoje? O que funcionou? Essas rápidas reflexões, que podem durar apenas alguns minutos, acumulam insights significativos ao longo do tempo.
Hansei baseado em projetos deve ocorrer quando algo é finalizado, não quando o mês termina ou o trimestre fecha, mas ao concluir o trabalho. O que aprendemos? O que faríamos diferente? É aqui que se captura o conhecimento antes que as pessoas se esqueçam!
Reflexões mais profundas devem acontecer a cada algumas semanas ou meses, baseadas em descobertas que você fez. Acredito que quatro a seis semanas é um período ideal para refletir sem depender do calendário.
A Revelação da Aposentadoria
Desde que me aposentei, uma coisa ficou ainda mais clara: a natureza arbitrária do tempo é uma construção social que escolhemos aceitar.
Quando eu trabalhava, a distinção entre fim de semana e dias úteis era evidente. Segunda era segunda. Sexta era sexta. Havia um ritmo ditado pelas expectativas alheias.
Agora? Todo dia é um fim de semana… ou dia de semana. Não há distinção a menos que eu escolha criá-la. E sabe o que descobri? O trabalho que quero fazer não se importa com o dia da semana. O aprendizado não respeita finais de semana!
E o mesmo vale para o fim de ano. 31 de dezembro só importa se você deixar. A reflexão que faço agora não está ligada a dezembro, mas ao momento atual que me permite pensar a fundo. Estou livre da tirania do calendário!
O Verdadeiro Dano
O custo da loucura de fim de ano ultrapassa o tempo desperdiçado nas reuniões orçamentárias; é insidioso!
Os orçamentos limitam o pensamento. Uma vez que você se compromete, pega leve na busca por oportunidades fora daquele orçamento. Você otimiza para atingir a previsão em vez de criar valor. Afinal, nada pior do que decisões tomadas em dezembro para “fingir que o ano foi bom”.
Aperte o cinto, porque já vi empresas recusarem oportunidades incríveis em agosto, afinal, “não está no orçamento”. Projetos se tornam limitados a anos-calendário quando deveriam levar 14 meses, e equipes fabricam mais do que precisam no fim do ano para atingir metas anuais, gerando desperdício!
É como se todos estivéssemos em uma ilusão coletiva, acreditando que a órbita da Terra em torno do sol deva ditar as decisões empresariais.
Um Caminho Melhor à Frente
Aqui está o que realmente funciona, baseado em experiências passadas e em tudo que observei por aí:
Decisões com informações atuais. Não previsões de 14 meses! Apenas a realidade de hoje, com os melhores dados disponíveis.
Use previsões contínuas. Olhe para frente, mas atualize com mais frequência com base no que você aprende. O futuro muda, então sua visão sobre ele também deve mudar!
Compare-se com metas relativas, não números absolutos. Estamos melhorando? É isso que importa.
Foque em melhorar processos, não em atingir metas arbitrárias. Se você melhorar o processo, os números seguem!
Experimente continuamente. Testes pequenos, aprendizado rápido, e pivôs ágeis. Não espere o ciclo anual para tentar algo novo.
Reflexão regular e deliberada. Diariamente após experimentos, ao concluir projetos, a cada algumas semanas para padrões mais profundos. Talvez anualmente para uma visão geral, mas não porque o calendário diz isso! Faça a prática de hansei contínua!
O Desafio
O fim do ano é conveniente. Todo mundo está pensando no passado e no futuro. As festas criam pausas naturais. É poético ter novos começos.
Mas a poesia não cria valor para os clientes! Tomadas de decisão acertadas sim! Melhoria contínua! Aprender com experimentos! Fazer as melhores escolhas com informações atuais!
Então, neste dezembro, enquanto você forçadamente se vê preso às atividades de fim de ano (porque a menos que você seja o presidente com um CFO compreensivo, não pode simplesmente cancelar tudo), pergunte-se: por que estamos fazendo isso agora? O timing traz valor? Isso não seria melhor em março? Ou julho? Ou num ciclo contínuo de seis semanas?
O meu verdadeiro desafio para você: não pense nisso apenas uma vez por ano. Pense continuamente. Aja continuamente. Reflita continuamente. Melhore continuamente.
E, talvez, comece a considerar o que poderia fazer com todas aquelas horas que você gasta em reuniões, análises de variação e revisões de fim de ano se não estivesse preso pela tirania arbitrária do calendário!
Melhoria contínua quer dizer contínua. Não anual. Não trimestral. Não mensal. Contínua.
Feliz rotação de calendário todo ano, galera! Que sua melhoria contínua realmente se mantenha contínua daqui para frente!















































































































































































































































































































































































































































































































































































































